terça-feira, 22 de setembro de 2009

Alecrim

Rosmarinus officinalis L. – ALECRIM
O alecrim é uma planta da família das Lamiaceae (Labiadas), de origem mediterrânea, onde ela cresce espontaneamente nas praias e encostas. Seu nome rosmarinus tem origem no latim e significa “orvalho que vem do mar”, denominação dada pelos romanos devido ao aroma refrescante da planta que se espalhava pelas regiões litorâneas,
Caracteriza-se por uma planta arbustiva, que exala um aroma muito forte e refrescante, de pequeno porte chegando a 1,5m de altura, com um caule rígido e com muitas ramificações. Suas folhas possuem formas lineares e pontiagudas como agulhas, suas flores possuem uma coloração azul clara a esbranquiçadas e estão agrupadas em inflorescências do tipo espiguilhas, são muito apreciadas pelas abelhas, sendo que o mel produzido torna-se de extrema qualidade.
Apresenta uma diversidade de usos, empregando-se na culinária, fitoterapia, cosmética e fins religiosos.
Diversas lendas e tradições percorrem quanto o uso do alecrim, que é considerado como símbolo da fidelidade, amizade e lembrança, e dizia-se que só crescia no jardim dos justos. Quando faltava incenso nas igrejas, o alecrim era queimado como substituto. Os estudantes gregos usavam-no com freqüência durante as provas, pois acreditavam em seu poder de reforçar o cérebro e a memória, mais tarde justificada pela ação dilatadora que a planta provoca nos tecidos, favorecendo a irrigação do cérebro e promovendo assim um efeito estimulante.


Cultivo

Existem cultivos da espécie na região Sul do Brasil (São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul). E quando essa cultura é bem conduzida, chega a durar em torno de 10 anos.
O alecrim prefere solos secos com cascalho e bem drenados (o que garante suas qualidades aromáticas). Desenvolve-se melhor em lugares bem ensolarados em climas temperados quentes, não tolerando invernos rigorosos.
É cultivada a partir de mudas, sendo que existem mais de 10 variedades dessa espécie. Essas mudas são produzidas por estacas entre 10 e 15 cm de comprimento em substrato de terra mais esterco bovino, o desenvolvimento de sua raiz leva em torno de 35 dias. E após esse período ela pode ser transplantada para um local apropriado para seu desenvolvimento.
O alecrim desenvolve-se bem em vasos e floreiras ou em canteiros num espaçamento de1,0 x 0,8 m.
No plantio comercial a colheita é realizada só a partir do segundo ou terceiro ano de plantio, colhendo-se somente 50% dos ramos da planta, e essa se repetindo após seis meses da primeira colheita. Já no uso domestico pode ser colhida a partir do primeiro ano de plantio, sempre antes da floração. Após a colheita a planta pode ser conservada secando-a em ambiente sombreado e ventilado ou em estufas apropriadas, e depois acondicionada em local escuro, arejado e protegido de insetos. Também pode ser conservadas em tinturas, vinagres, azeites (e outros óleos vegetais), manteiga e bebidas alcoólicas ou ser processado e transformado em óleo essencial.


Parte utilizada:

Folhas e flores (sumidades floridas)


Princípios ativos

Óleo essencial, borneol, pineno, canfeno, canfora, acetato de bornila, diperteno (rosmaricina). Flavonóides, ácidos polifenólicos, derivados do ácido cafeico, constituintes amargos, taninos, ácidos triterpénicos, e álcoois triterpénicos.
O óleo essencial das folhas, é constituído principalmente de timol (50 - 60%) e carvacrol ( 5-8%), além de p-cimeno (12 – 27%), cis-cariofileno (1-10%), y-terpineno (6%), mirceno (2%) e outros terpenos em menores quantidades.


Propriedades terapêuticas:

Estimulante digestivo, anti-espasmódica, estomacal, vasodilatora, anti-séptica, colerético, colagoga, hepatoprotetor, estimulante da circulação do sistema nervoso, ativador da circulação periférica antimicrobiana, diurético, antipirético, analgésico, antiinflamatório, antidiabético e repelente de mosquitos (Vinicius Andrade Arce Paes). Tem ação antioxidante comprovada (óleo rosmarínico). É ativo como espasmolítico nas dores intestinais e biliares. Tem ação digestiva e carminativa.. O Alecrim ativa os processos sanguíneos e de calor.
Pesquisa realizada conclui que o extrato fluido de Rosmarinus officinalis L. uma dose de 200 mg / kg, tenha um efeito diurético e em ratos, e a dose de 400 mg / kg, possui efeito antipirético.


Indicações terapêuticas

Dores reumáticas, dor de cabeça de origem digestiva, depressão, cansaço físico e mental, gases intestinais, disfunções hepatobiliares, flatulências, anorexia, diaforético, adstringente, tônico circulatório, hipertensor, debilidade cardíaca, inapetência, cicatrização de feridas e problemas respiratórios, é bastante ativo como um anti-espasmódico, cólicas e dores intestinais e biliares, enxaqueca e vertigens, amenorréia e cólicas menstruais, frigidez sexual.
Dentro da filosofia da Antroposofia, o alecrim é indicado como coadjuvante no tratamento do diabetes mellitus.
Usos aprovados pela comissão E, problemas dispépticos e reumatismo e problemas circulatórios externamente.

Contra indicação


Uso interno do óleo essencial durante a gravidez e aleitamento, e em pessoas com duodenite, gastrite, síndrome do cólon irritável, úlcera péptica, inflamações gastrintestinais e doenças neurológicas.

Uso culinário

Com suas folhas semelhantes a agulhas e delicadas flores azul clara, de aroma forte, acre e fresco, que lembra cânfora com um sabor quente e picante.
Muito utilizado na culinária mediterrânea, dá um sabor especial às aves, aos molhos e sopas de tomate, frutos do mar, carnes, patês, beringela, batatas, couve-flor, pães, Sucos e saladas de frutas. Ótimo no churrasco quando salpicado sobre o carvão. Pode ainda ser empregado na aromatização de vinagres, azeites, manteigas, bebidas alcoólicas e águas aromáticas.

Receita de Geléia de Alecrim
Ingredientes:
· 3 unidade(s) de pêra ou maça
· 1/2 xícara(s) (chá) de azeite de oliva
· 1 xícara(s) (chá) de açúcar
· 2 xícara(s) (chá) de alecrim
· 1 xícara (chá) de água
Cozinhando:
· Lave bem o alecrim e seque-o, separe somente as folhas e pique finamente e reserve.
· Lave as pêras, descasque-as, tire o miolo e as sementes. Pique-as e em seguida passe no processador, ou liquidificador, junto com o azeite de oliva e uma xícara de água por cerca de um minuto.
· Transfira a mistura para uma panela junto do alecrim picado e o açúcar. Cozinhe em fogo baixo, por cerca de 25 minutos, mexendo de vez em quando, retire do fogo e coloque em potes de vidro esterilizados e resfrie em uma vasilha com água fria.
· Sirva com pratos salgados ou doces e utilize para o preparo de molhos.

Referências

ALONSO, J R., Tratado de Fitoterapia, Bases Clinicas y Farmacológicas, Editora: Íris, 1998.

LINGUANOTTO, NELUSKO NETO. Ervas & Especiarias: com suas receitas: dicionário gastronômico. 2a São Paulo – SP, Editora Gourmet Brazil / Boccato Editores, 2004.

Plantas que Curam: cheiro de mato. São Paulo – SP,
IBRASA, 1997.

NEGRAES, PAULA. Guia A-Z de Plantas: condimentos. São Paulo – SP, Bei Comunicação, 2007.

PANIZZA, SYLVIO. Plantas na cozinha: ensinando a cuidar da saúde com temperos, especiarias e outros alimentos. São Paulo – SP, prestigio 2005.

MARTINS, ERNANE RONIE. CASTRO, DANIEL MELO de. CASTELLANI, DÉBORA CRISTINA. DIAS, JAQUELINE EVANGELISTA. Plantas Medicinais. Viçosa – MG, Universidade Federal de Viçosa, 2000

Rosy L. Bornhausen. As Ervas do Sítio. São Paulo – SP, Bei Comunicação, 2008.

http://www.hma.goias.gov.br/index.php?idMateria=29544

http://www.bioline.org.br/request?ie99026

http://www.jardineiro.net/br/banco/rosmarinus_officinalis.php

http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000411941

http://bvs.sld.cu/revistas/pla/vol9_01_04/pla07104.htm

http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asps

http://www.moo.pt/receitas/receita/doces/geleia_de_alecrim/EE9zwtxUUrQ50J7c/

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Capuchinha - Tropaeolum majus

Nome: Capuchinha,flor-de-chagas,flor-de-sangue,sapatinho-docapuchinha-diabo, agrião-do-méxico, alevante - Tropaeolum majus

Família: Tropaeolaceae

Planta anual, suculenta e que se alastra com
facilidade; caule mole, retorcido longo e
carnoso; folhas arredondadas, de coloração
azul-esverdeada, presas pelo centro das partes
inferiores dos talos; flores vistosas, afuniladas,
isoladas ao longo do pedúnculo, com coloração
que varia de amarelo a vermelho escuro; fruto
formado por 3 aquênios pequenos de coloração
esverdeada. (Vaz & Jorge, 2006)

A capuchinha é uma planta da américa do sul é muito comum em jardins, sendo usada além de medicinalmente, de forma ornamental.

Suas folhas e flores são comestíveis, o que torna uma planta bemP8020055-1 interessante na culinaria, possui um sabor levemente picante, sendo o gosto das folhas muito próximo do agrião.

Curiosidades: A capuchinha possui um óleo nas folhas que faz com que estas não molhem, é comum crianças brincarem de equilibrar gotas de água sob suas folhas.

Cultivo: Pode ser plantada em vasos, jardineiras e com frequencia se torna uma forração, porém pode ser também uma trepadeira. A Capuchinha prescisa de sol e sombra parcial, uma terra de boa qualidade, regas periodicas e bastante composto organico no solo (restos de cascas, folhas, pequenos galhos).

Propriedades medicinais: digestiva, antimicrobiana, diurética, antiparasitária, antibiótica natural, antiescorbútica, ativadora da circulação sanguínea, béquica, depurativa, estimulante, expectorante, fungicida, purgativa (frutos secos), remineralizante,tônica.

Usos Terapeuticos: escorbuto, retenção de líquidos, analgésica, antiseborreico, otite, acne, afecções pulmonares, queda de cabelo, infecções genito-urinárias e respiratórias.

Principais principios ativos: glicotropoelina, terpenóides, vitamina C, carotenóides, ácidos orgânicos, flavonoides (glicosídeos de quercetina e isoquercetina), helenina (flores), sais minerais ricos em sulfato de potássio.

Partes usadas: Toda planta com excessão da raiz.

Contra-indicações: Gestação, lactação, hipotireoidismo, úlceras gastro-intestinais, gastrite, insuficiencia renal e cardíaca. Seu óleo essencial em doses altas é irritante para as mucosas.

Alguns modos de uso:
- folhas e flores empanadas e em saladas frescas;
- salada de folhas e flores cruas: combater o início da gripe, abrir o apetite, digestivo, antiescorbútico;
-suco frescos da planta: 1 colher de sopa em intervalos de 2 horas. 30 g a 50 g por dia: expectorante e calmante da tose. À noite: insônia.
-infusão 40 a 50 g em 1 litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia;
- infusão de 4 colheres (sopa) de folhas picadas ou 2 de sementes em 1litro de água Tomar de 3 a 4 xícaras ao dia.
- infusão para uso externo: 4 colheres (sopa) de folhas picadas ou 2 de sementes em 1/2 litro de água;
- infusão de 2gs de folhas em 100 ml de água fervente por 10 minutos. Tomar 3 ou 4 vezes ao dia ou usar como loção no couro cabeludo.
- decocção de 40 a 50 g de sementes em um litro de água, meia hora. Coar e beber quatro ou cinco xícaras por dia.
- decocção de 50 gs folha fresca (2 col de sopa) triturada em um litro de água por cinco minutos. Esprema, coe e enxague os cabelos: fortalecer e dar brilho, combater a queda.
- emplastro triturando as folhas e flores frescas num pilão: friccionar o couro cabeludo por 5 minutos. Enxague com água fria, uma vez por semana;
- pó dos frutos secos. Tomar ½ g em ½ copo de água. (purgativo)
- esmagar sementes, misturar sumo vaselina, passar na pele: espinhas, acne, envelhecimento da pele.

Bibliografia:

ALONSO, J R., Tratado de Fitoterapia, Bases Clinicas y Farmacológicas, Editora: Íris, 1998.

Memento Terapêutico de Bolso - monografias de conclusão da graduação modular em fitoterapia, UAM, 2007

Vaz, Artimonte, Ana Paula & Jorge, Amici, Marçal Henrique - Série Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas – Corumbá – MS, 2006

Plantamed: clique aqui para acessar

http://www.jardineiro.net/br/banco/tropaeolum_majus.php

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Gengibre - Zingiber officinallis

Gengibre - Zingiber officinallis
Sua origem é indiana e seu nome derivado da palavra sânscrita cringavera, derivando da família das Zingiberácea. Foi cultuada por diversos povos sendo considerada pelos chineses como um alimento espiritual, capaz de ligar o homem com os deuses. Ao longo do tempo passou de planta muito cara e destinada apenas a nobreza, por uma popularização tendo seu acesso disponível a todas as classes sociais a partir do império romano. Foi disseminado por toda Europa passando por épocas de desuso, mas voltando com maior força nos últimos tempos devido a diversas descobertas científicas quanto a suas propriedades medicinais.

O gengibre tem sido utilizado no oriente há mais de 2.000 anos, havendo referências de que nos séculos XII a XIV era tão popular na Europa quanto a pimenta do reino. Antes do descobrimento da América já era largamente utilizado pelos árabes, como expectorante e afrodisíaco, sendo difundido por toda a Ásia tropical, da China à Índia. Foi introduzido na América logo após o descobrimento, sendo que os primeiros relatos comentam que inicialmente foi cultivado no México, sendo em seguida levado às Antilhas, principalmente à Jamaica, a qual em 1.547, chegou a exportar cerca de 1.100 t para a Europa (LISSA, 1996).

O gengibre possui um amplo espectro de mercado, sendo comercializado como planta medicinal, na indústria de perfumes e na indústria alimentícia para produção de bebidas, produtos de confeitarias como pães bolos, biscoitos e geléias, na culinária oriental em pratos frescos ou em conserva. Ainda dentro da industria de alimentos seu uso como condimento melhora o aroma e a pungência devido à presença de constituintes aromáticos e voláteis e sua ação antioxidante, é importante na estabilidade química de muitos produtos, contribuindo para retardar a oxidação de óleos e gorduras em alimentos, tanto de origem vegetal, como de animal. Essa ação tem sido creditada aos grupos fenólicos presentes nos constituintes do gengibre, como o gingerol, shogaol e gingerona.


Cultivo - Solo/Clima: Amplamente cultivada pelo mundo com destaque para o Camboja, China, Índia, Vietnã, África, México e Jamaica. No Brasil o gengibre é cultivado principalmente na região sudeste e sul principalmente nas regiões litorânea, e a maior parte de sua produção é destinada ao mercado externo (R. bras. Agrociência, Hortic. bras., v. 23, n. 4, out.-dez. 2005).

A estação das chuvas é a indicada para iniciar o plantio de gengibre, em especial os meses de setembro a novembro, preferindo os climas tropical e subtropical.

O gengibre se desenvolve melhor em terrenos areno-argilosos, com boa quantidade de húmus e bem drenados. Para o melhor desenvolvimento da planta é necessário seu cultivo em áreas bem ensolaradas.

Sua propagação se dá a partir dos gomos, que são pedaços de rizoma, com 1 a 2 brotos que podem ser plantados diretamente no solo sendo que o mesmo deve ter uma camada de terra fofa de aproximadamente 25 cm, os rizomas devem estar a oito centímetros a distância um do outro e os canteiros devem ter cerca de um metro para o bom desenvolvimento da raiz.

Sua colheita é manual e realizada depois de 6 meses do plantio, se estendendo até 10 meses, sendo que quanto mais novo for o gengibre menos picante ele é.

O gengibre após colhido pode ser conservado frescos guardados em refrigeração por algumas semanas, ou podem ser secados ao sol ou em desidratadores, nunca acima de 60ºC, e depois triturados e guardados em potes ao abrigo da luz, podem ser fatiados e conservados em vinagre ou ainda serem cristalizados.

Não se aconselha o cultivo continuo do gengibre em uma mesma área, pois sofre queda acentuada de produção

Parte usada: Rizoma (raiz)

Princípios ativos: Óleos essenciais entre 2 e 3% constituídos de sesquiterpenos e monoterpenos, amido (60%), aminoácidos, proteína, vitaminas (B3 e B6), sais minerais (cálcio, manganês, selênio e zinco), sabores amargos e acres, ácidos orgânicos e mucilagem.

Propriedades terapêuticas: Estimulante gastrintestinal, aperiente, carminativo, antiemética, rouquidão, tônico, expectorante, reumatismos, anti-séptico e antiinflamatório.
O extrato de gengibre apresentou atividade inibitória sobre os sorotipos de E. coli: 08 (enterotoxigenico) e 088.

Indicações terapêuticas: Artrite, sintomas do aparelho respiratório como rinite, faringite, laringite, tosses, irritações das cordas vocais e alergias respiratórias, na redução do colesterol, para aumentar a imunidade celular e até externamente para estimular a circulação, reduzir dores e rigidez musculares, combater gases intestinais, traumatismo, reumatismo , diabete, asma, bronquite, amigdalite.
Hoje é popularmente usado como estomáquico (digestivo), carminativo e para náuseas e vômitos (aniemético). Principalmente pós-operatórios e os causados por viagens (as marítimas, por exemplo), o que foi provado por J. Pace em 1987 e comprovado por M. Bone et al em 1990, no Hospital São Bartolomeu de Londres, além de outros estudiosos.

É o melhor medicamento para náuseas e vômitos, Há seis trabalhos internacionais publicados, de 1998 para cá, comprovando ações desta planta espetacular. W. Rasmussen Fischer (em 1990) estudou seu efeito em grávidas e fez com que o European American Phytomedicines Coalition pleiteasse perante o FDA a sua inclusão como droga antinauseante. O Dr. Daniel Mowrer (em Utah, EUA) revelou que esta droga é melhor que o “dramamine”, droga conceituada mundialmente como antiemética de primeira. Em 2000, o British Journal of Anaesthesia, em seu volume 84 (3), das páginas 367 a 371, publicou trabalho comprovando nos EUA este efeito por E. Ernst et M. H. Pitler. Tem efeito antiplaquetário - portanto pode facilitar sangramentos, o que faz com que cuidemos mais quando a indicamos para gestante, apesar do trabalho do pesquisador. J. Sertie (1992) mostrou seu efeito antiácido e Yamahara, Kasahara, Sakai e Yoshikawa mostraram ser o gengibre um bom cicatrizante de úlceras pépticas. Inibição da agregação das plaquetas e da formação de prostaglandinas foram comprovadas por Srivastava, Mustafá, Verma, Lumb, todos na década passada.
Foi comprovado por Srivastava (em 1992) como antinflamatório e antipirético em animais. Está na farmacopéia da Áustria, EUA, Grã-Bretanha, China, Egito, Japão, Índia e Suíça, o que é sinal de comprovação científica de seus atributos.

Na Índia é tida como planta quente, pois acumula o fogo que consegue com a fotossíntese e segundo eles é o princípio do metabolismo e da transformação. Assim ela gera energia em nosso corpo.
Usos aprovados pela comissão E, prevenção de sintomas de cinetoses e problemas dispépticos. Como alimento tem 61 calorias em cada 100g.

Contra indicação: Óleo essencial é contra indicado durante a gravidez e o aleitamento materno, pessoas com colite, úlceras pépticas, doenças hepáticas e neurológicas.

Uso culinário: Gengibre possui sabor forte, quente, doce e picante, conserva particularidades especificas de sabor, aroma e propriedades quando utilizado fresco, em conserva ou seco. É muito utilizado na culinária oriental, sendo aplica em uma infinidade de pratos como bolos, pães, sobremesas, molhos, sopas, aperitivos, arroz, carnes, peixes, aves, legumes, saladas, frutas e bebidas.



Referencias:

ALONSO, J R., Tratado de Fitoterapia, Bases Clinicas y Farmacológicas, Editora: Íris, 1998.

LINGUANOTTO, NELUSKO NETO. Ervas & Especiarias: com suas receitas: dicionário gastronômico. 2a São Paulo – SP, Editora Gourmet Brazil / Boccato Editores, 2004.

Plantas que Curam: cheiro de mato. São Paulo – SP, IBRASA, 1997.

NEGRAES, PAULA. Guia A-Z de Plantas: condimentos. São Paulo – SP, Bei Comunicação, 2007.

PANIZZA, SYLVIO. Plantas na cozinha: ensinando a cuidar da saúde com temperos, especiarias e outros alimentos. São Paulo – SP, prestigio 2005.

MARTINS, ERNANE RONIE. CASTRO, DANIEL MELO de. CASTELLANI, DÉBORA CRISTINA. DIAS, JAQUELINE EVANGELISTA. Plantas Medicinais. Viçosa – MG, Universidade Federal de Viçosa, 2000

Rosy L. Bornhausen. As Ervas do Sítio. São Paulo – SP, Bei Comunicação, 2008

Na web:
http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp
www.wpro.who.int/internet/files/pub/69/toc.pdfs
http://www.cpafro.embrapa.br/embrapa/infotec/gengibre.PDF
http://www.ufpel.tche.br/faem/agrociencia/v10n1/artigo08.pdf
http://www.scielo.br/pdf/hb/v23n4/a33v23n4.pdf
http://www.editora.ufrrj.br/rcv/vida27-1/10-20.pdf
http://www.iapar.br/