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Este blog tem como objetivo divulgar o trabalho da Horta Medicinal e Aromática que é realizado no Programa Estadual de Saúde Integral do Adolescente - SP, disponibilizando informações sobre as plantas medicinais, receitas, curiosidades etc. Este trabalho é feito pelos profissionais da Naturologia, área que estuda as terapias Naturais através de um enfoque Transdisciplinar, propondo assim uma Visão Integral do Ser Humano.
Nosso trabalho tem como objetivo a Promoção de Saúde e Qualidade de Vida.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Bardana

Nome: Bardana, baldrana, bardana-maior, carrapicho-de-carneiro, carrapicho-grande, erva-dos-pega-massos, erva-dos-tinhosos, gobô, labaca, lapa, orelha-de-gigante, pega-nossa, pegamassa, pegamasso, - Arctium lappa 
 bardana
Sinonímia de nome científico: Arctium majus, Arctium vulgare,  Lappa major, Lappa officinalis, Lappa vulgaris, Arctium chaorum, Arctium leiospermum.

Família: Asteraceae

Origem: Europa 

Curiosidades: A bardana é planta bianual, muito conhecida e usada na alimentação e na fitoterapia. É atóxica (não possui nenhuma toxicidade, o uso é portanto bem seguro), nutritiva e com muitos poderes medicinais. Além disso é muito fácil de cultivar. Muito usada na culinária japonesa as raízes da bardana são ótimas para empurás, sopas, refogadas em óleo de soja, com arroz, em refogados de carne e até mesmo fritas como chips. As folhasleo-mic-Arctium-lappa-160 podem ser utilizadas da mesma forma como a acelga, crua ou cozida. As flores também podem ser aproveitadas e têm sabor semelhante às alcachofras.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, profundo, drenável (que não encharca), enriquecido com matéria orgânica (humus, restos de folhas e materia organica em geral) e irrigado regularmente. Adapta-se a uma ampla variedade climática, mas prefere o clima mais ameno. Para a obtenção de raízes longas e bonitas, sugere-se preparar os canteiros e camalhões da mesma forma que para cenouras, elevando-os em pelo menos 15 cm de altura. Multiplica-se por sementes, postas a germinar no meio do verão. A colheita de raízes se inicia cerca de 4 meses após o plantio. As folhas e raízes devem ser colhidas antes das flores sairem, para que não percam suas propriedades medicinais ou fiquem fibrosas.

Constituintes químicos: acetado de diidrofuquinona; ácido caféico, ácido clorogênico, ácidos orgânicos; ácidos graxos; ácido arético, ácido tânico, antibiótico (semelhante à penicilina); arctiina, arctinona, articol; arctiopricina, benzaldeído, carbonato de potássio; eudesmol; fenil-acetaldeído, fitosteróis (sitosterol e stigmasterol); fuquinona; inulina; lapina; lapolina; mucilagens; nitrato de potássio; palmitato de diidrofuquinona; gobosterina, polifénois; resina; sais minerais; taraxasterol;
- raiz: proteínas, glicídios, fibras, cálcio, fósforo, ferro, vitamina A, B1, riboflavina, niacina e vitamina C.

Estudos científicos: Diversos estudos têm sido conduzidos para avaliar o efeito de extratos  de Bardana sobre microrganismos. Algumas pesquisas têm evidenciado atividades variadas, tais como: antibacteriana e antifúngica (Tesk & Trentini 1991), ação anti-oxidante (Maruta, Kawabata & Niki, 1995) e efeito anti-agregação plaquetária (Iwakami & Ebizuka., 1992). De acordo com Teske & Trentini (1991), tanto na raiz quanto nas folhas da planta são encontradas várias substâncias com potencial terapêutico, como: óleos essenciais, taninos, polifenóis, composto antibiótico semelhante a penicilina, vitaminas B e C, cálcio, fósforo e ferro. Outros estudos têm demonstrado efeito hepatoprotetor quando do uso crônico de etanol e também contra carcinógenos, sendo estes efeitos devidos provavelmente aos componentes lignanas, que apresentam atividade antioxidante (Morita et al., 1984; Lin et al., 1996).

Nota: Existem outros estudos mais recentes que comprovam essa atividade antioxidante e ações antifungicas e antimicrobianas da Bardana. Para mais informações consulte a bibliografia no fim da postagem.

Propriedades medicinais: adstringente, antiescorbútica, antiinflamatória, antimicrobiana, antineoplásica, anti-seborréico, anti-séptica, bactericida, bronquite, calmante, cicatrizante, colagoga, colerética, depurativa, diurética, emoliente, estimulante do couro cabeludo, fungicida, hipoglicemiante, lenitivo, purificante, sudorífera, tônica.

Usos terapêuticos: diabetes, seborréia facial, impetigo e acne; eczemas da pele, do couro cabeludo, psoríase, furunculoses, abcessos, úlceras cutâneas, micoses, diabetes, perda de apetite, hepatomegalia, icterícia, diminuição da secreção biliar e hepática, úlceras varicosas infectadas, otites, abcessos e infecções bucofaríngeas.

Principais Ações:

Sistema Hepatobiliar: colerética; atenuação da icterícia; redução da hepatomegalia; hepatoprotetora;

Sistema Gastrointestinal: aumento do apetite e do trânsito intestinal.

Sistema Endócrino: aumento das reservas de glicogênio hepático; hipoglicemiante e estímulo da produção de insulina pelo pâncreas.

Pele e anexos: efeito positivo contra seborréia facial, impetigo e acne; ação sobre eczemas da pele, do couro cabeludo, psoríase (uso interno e externo), furunculoses, abcessos, úlceras cutâneas e micoses.

Parte utilizada: raiz de 1 ano (com a casca), folhas frescas, sementes, flores secas.

Alguns modos de uso:

Uso interno:
- raízes cozidas, em ensopados e feijões;
- folhas cozidas como verdura.
- extrato fluído em álcool 25%: 2 a 8 ml;
- tintura 1:10 em álcool 45%: 8 a 12 ml três vezes ao dia;
- decocção de 10 g a 40 g de raiz para 1 litro d’água tomar 2 a 3 xícaras por dia, adoçando com mel, depois de esfriar: depurativo, afecções gástricas e hepáticas, diurética, gota, reumatismo, artrite, sífilis, lepra, doenças infecciosas, diabetes;
- infusão de uma colher das de sopa de folhas e flores secas picadas em um litro d’água. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia;
- infusão de 2 a 6 g de raízes secas com casca: tomar três vezes ao dia;
- infusão de 30 g de raiz de bardana, com casca em três xícaras de água fervente. Deixar por 30 minutos, coar e beber em duas vezes durante o dia: diurético;
- infusão de uma colher das de sopa da mistura das seguintes ervas: 60 g de raiz de bardana, 25 g de alcaçuz, 50 g de dente-de-leão, 40 g de gramínea e 20 g de raiz de chicória, previamente cortadas, em um xícara de água fervente. Beber pela manhã, em jejum, sem adoçar: depurativo;
- infusão de 4 a 6 g das sementes. Tomar 3 vezes ao dia;

Uso externo:
- tintura: compressas locais;
- cataplasma: raiz fresca (uso externo);
- compressa: fazer decocção com 20 g de raízes frescas em 1 litro d’água, aplicar 3 a 4 vezes ao dia nas partes afetadas;
- decocção ou extrato glicólico1 a 3% em xampus, tônicos capilares, cremes e loções para peles oleosas com cravos e espinhas;
- cataplasma feito com decocção das raízes: aplicar sobre o local afetado: úlceras e chagas;
- cataplasma feito com uma folha fresca de bardana esmagada, depois de lavada e enxuta: furúnculos, abscessos, enfermidades da pele, herpes, seborréias, eczemas úlceras, chagas.

Bibliografia:

ALONSO, J R., Tratado de Fitoterapia, Bases Clinicas y Farmacológicas, Editora: Íris, 1998.
Memento Terapêutico de Bolso - monografias de conclusão da graduação modular em fitoterapia, UAM, 2007

LUBIAN, CT et al. - ESTUDO IN VITRO DO POTENCIAL ANTIFÚNGICO DO EXTRATO AQUOSO DE Arctium lappa L. SOBRE ESPÉCIES DO GÊNERO Candida, 2007

CIBELE MCPG, et al. - Avaliação in vitro da atividade antioxidante do extrato hidroalcoólico de folhas de bardana, 2006

Nakamura, C.V. et al. - Avaliação da atividade antibacteriana e antifúngica de extratos de plantas utilizados na medicina popular, 2003.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Alecrim

Rosmarinus officinalis L. – ALECRIM
O alecrim é uma planta da família das Lamiaceae (Labiadas), de origem mediterrânea, onde ela cresce espontaneamente nas praias e encostas. Seu nome rosmarinus tem origem no latim e significa “orvalho que vem do mar”, denominação dada pelos romanos devido ao aroma refrescante da planta que se espalhava pelas regiões litorâneas,
Caracteriza-se por uma planta arbustiva, que exala um aroma muito forte e refrescante, de pequeno porte chegando a 1,5m de altura, com um caule rígido e com muitas ramificações. Suas folhas possuem formas lineares e pontiagudas como agulhas, suas flores possuem uma coloração azul clara a esbranquiçadas e estão agrupadas em inflorescências do tipo espiguilhas, são muito apreciadas pelas abelhas, sendo que o mel produzido torna-se de extrema qualidade.
Apresenta uma diversidade de usos, empregando-se na culinária, fitoterapia, cosmética e fins religiosos.
Diversas lendas e tradições percorrem quanto o uso do alecrim, que é considerado como símbolo da fidelidade, amizade e lembrança, e dizia-se que só crescia no jardim dos justos. Quando faltava incenso nas igrejas, o alecrim era queimado como substituto. Os estudantes gregos usavam-no com freqüência durante as provas, pois acreditavam em seu poder de reforçar o cérebro e a memória, mais tarde justificada pela ação dilatadora que a planta provoca nos tecidos, favorecendo a irrigação do cérebro e promovendo assim um efeito estimulante.


Cultivo

Existem cultivos da espécie na região Sul do Brasil (São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul). E quando essa cultura é bem conduzida, chega a durar em torno de 10 anos.
O alecrim prefere solos secos com cascalho e bem drenados (o que garante suas qualidades aromáticas). Desenvolve-se melhor em lugares bem ensolarados em climas temperados quentes, não tolerando invernos rigorosos.
É cultivada a partir de mudas, sendo que existem mais de 10 variedades dessa espécie. Essas mudas são produzidas por estacas entre 10 e 15 cm de comprimento em substrato de terra mais esterco bovino, o desenvolvimento de sua raiz leva em torno de 35 dias. E após esse período ela pode ser transplantada para um local apropriado para seu desenvolvimento.
O alecrim desenvolve-se bem em vasos e floreiras ou em canteiros num espaçamento de1,0 x 0,8 m.
No plantio comercial a colheita é realizada só a partir do segundo ou terceiro ano de plantio, colhendo-se somente 50% dos ramos da planta, e essa se repetindo após seis meses da primeira colheita. Já no uso domestico pode ser colhida a partir do primeiro ano de plantio, sempre antes da floração. Após a colheita a planta pode ser conservada secando-a em ambiente sombreado e ventilado ou em estufas apropriadas, e depois acondicionada em local escuro, arejado e protegido de insetos. Também pode ser conservadas em tinturas, vinagres, azeites (e outros óleos vegetais), manteiga e bebidas alcoólicas ou ser processado e transformado em óleo essencial.


Parte utilizada:

Folhas e flores (sumidades floridas)


Princípios ativos

Óleo essencial, borneol, pineno, canfeno, canfora, acetato de bornila, diperteno (rosmaricina). Flavonóides, ácidos polifenólicos, derivados do ácido cafeico, constituintes amargos, taninos, ácidos triterpénicos, e álcoois triterpénicos.
O óleo essencial das folhas, é constituído principalmente de timol (50 - 60%) e carvacrol ( 5-8%), além de p-cimeno (12 – 27%), cis-cariofileno (1-10%), y-terpineno (6%), mirceno (2%) e outros terpenos em menores quantidades.


Propriedades terapêuticas:

Estimulante digestivo, anti-espasmódica, estomacal, vasodilatora, anti-séptica, colerético, colagoga, hepatoprotetor, estimulante da circulação do sistema nervoso, ativador da circulação periférica antimicrobiana, diurético, antipirético, analgésico, antiinflamatório, antidiabético e repelente de mosquitos (Vinicius Andrade Arce Paes). Tem ação antioxidante comprovada (óleo rosmarínico). É ativo como espasmolítico nas dores intestinais e biliares. Tem ação digestiva e carminativa.. O Alecrim ativa os processos sanguíneos e de calor.
Pesquisa realizada conclui que o extrato fluido de Rosmarinus officinalis L. uma dose de 200 mg / kg, tenha um efeito diurético e em ratos, e a dose de 400 mg / kg, possui efeito antipirético.


Indicações terapêuticas

Dores reumáticas, dor de cabeça de origem digestiva, depressão, cansaço físico e mental, gases intestinais, disfunções hepatobiliares, flatulências, anorexia, diaforético, adstringente, tônico circulatório, hipertensor, debilidade cardíaca, inapetência, cicatrização de feridas e problemas respiratórios, é bastante ativo como um anti-espasmódico, cólicas e dores intestinais e biliares, enxaqueca e vertigens, amenorréia e cólicas menstruais, frigidez sexual.
Dentro da filosofia da Antroposofia, o alecrim é indicado como coadjuvante no tratamento do diabetes mellitus.
Usos aprovados pela comissão E, problemas dispépticos e reumatismo e problemas circulatórios externamente.

Contra indicação


Uso interno do óleo essencial durante a gravidez e aleitamento, e em pessoas com duodenite, gastrite, síndrome do cólon irritável, úlcera péptica, inflamações gastrintestinais e doenças neurológicas.

Uso culinário

Com suas folhas semelhantes a agulhas e delicadas flores azul clara, de aroma forte, acre e fresco, que lembra cânfora com um sabor quente e picante.
Muito utilizado na culinária mediterrânea, dá um sabor especial às aves, aos molhos e sopas de tomate, frutos do mar, carnes, patês, beringela, batatas, couve-flor, pães, Sucos e saladas de frutas. Ótimo no churrasco quando salpicado sobre o carvão. Pode ainda ser empregado na aromatização de vinagres, azeites, manteigas, bebidas alcoólicas e águas aromáticas.

Receita de Geléia de Alecrim
Ingredientes:
· 3 unidade(s) de pêra ou maça
· 1/2 xícara(s) (chá) de azeite de oliva
· 1 xícara(s) (chá) de açúcar
· 2 xícara(s) (chá) de alecrim
· 1 xícara (chá) de água
Cozinhando:
· Lave bem o alecrim e seque-o, separe somente as folhas e pique finamente e reserve.
· Lave as pêras, descasque-as, tire o miolo e as sementes. Pique-as e em seguida passe no processador, ou liquidificador, junto com o azeite de oliva e uma xícara de água por cerca de um minuto.
· Transfira a mistura para uma panela junto do alecrim picado e o açúcar. Cozinhe em fogo baixo, por cerca de 25 minutos, mexendo de vez em quando, retire do fogo e coloque em potes de vidro esterilizados e resfrie em uma vasilha com água fria.
· Sirva com pratos salgados ou doces e utilize para o preparo de molhos.

Referências

ALONSO, J R., Tratado de Fitoterapia, Bases Clinicas y Farmacológicas, Editora: Íris, 1998.

LINGUANOTTO, NELUSKO NETO. Ervas & Especiarias: com suas receitas: dicionário gastronômico. 2a São Paulo – SP, Editora Gourmet Brazil / Boccato Editores, 2004.

Plantas que Curam: cheiro de mato. São Paulo – SP,
IBRASA, 1997.

NEGRAES, PAULA. Guia A-Z de Plantas: condimentos. São Paulo – SP, Bei Comunicação, 2007.

PANIZZA, SYLVIO. Plantas na cozinha: ensinando a cuidar da saúde com temperos, especiarias e outros alimentos. São Paulo – SP, prestigio 2005.

MARTINS, ERNANE RONIE. CASTRO, DANIEL MELO de. CASTELLANI, DÉBORA CRISTINA. DIAS, JAQUELINE EVANGELISTA. Plantas Medicinais. Viçosa – MG, Universidade Federal de Viçosa, 2000

Rosy L. Bornhausen. As Ervas do Sítio. São Paulo – SP, Bei Comunicação, 2008.

http://www.hma.goias.gov.br/index.php?idMateria=29544

http://www.bioline.org.br/request?ie99026

http://www.jardineiro.net/br/banco/rosmarinus_officinalis.php

http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000411941

http://bvs.sld.cu/revistas/pla/vol9_01_04/pla07104.htm

http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asps

http://www.moo.pt/receitas/receita/doces/geleia_de_alecrim/EE9zwtxUUrQ50J7c/

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Capuchinha - Tropaeolum majus

Nome: Capuchinha,flor-de-chagas,flor-de-sangue,sapatinho-docapuchinha-diabo, agrião-do-méxico, alevante - Tropaeolum majus

Família: Tropaeolaceae

Planta anual, suculenta e que se alastra com
facilidade; caule mole, retorcido longo e
carnoso; folhas arredondadas, de coloração
azul-esverdeada, presas pelo centro das partes
inferiores dos talos; flores vistosas, afuniladas,
isoladas ao longo do pedúnculo, com coloração
que varia de amarelo a vermelho escuro; fruto
formado por 3 aquênios pequenos de coloração
esverdeada. (Vaz & Jorge, 2006)

A capuchinha é uma planta da américa do sul é muito comum em jardins, sendo usada além de medicinalmente, de forma ornamental.

Suas folhas e flores são comestíveis, o que torna uma planta bemP8020055-1 interessante na culinaria, possui um sabor levemente picante, sendo o gosto das folhas muito próximo do agrião.

Curiosidades: A capuchinha possui um óleo nas folhas que faz com que estas não molhem, é comum crianças brincarem de equilibrar gotas de água sob suas folhas.

Cultivo: Pode ser plantada em vasos, jardineiras e com frequencia se torna uma forração, porém pode ser também uma trepadeira. A Capuchinha prescisa de sol e sombra parcial, uma terra de boa qualidade, regas periodicas e bastante composto organico no solo (restos de cascas, folhas, pequenos galhos).

Propriedades medicinais: digestiva, antimicrobiana, diurética, antiparasitária, antibiótica natural, antiescorbútica, ativadora da circulação sanguínea, béquica, depurativa, estimulante, expectorante, fungicida, purgativa (frutos secos), remineralizante,tônica.

Usos Terapeuticos: escorbuto, retenção de líquidos, analgésica, antiseborreico, otite, acne, afecções pulmonares, queda de cabelo, infecções genito-urinárias e respiratórias.

Principais principios ativos: glicotropoelina, terpenóides, vitamina C, carotenóides, ácidos orgânicos, flavonoides (glicosídeos de quercetina e isoquercetina), helenina (flores), sais minerais ricos em sulfato de potássio.

Partes usadas: Toda planta com excessão da raiz.

Contra-indicações: Gestação, lactação, hipotireoidismo, úlceras gastro-intestinais, gastrite, insuficiencia renal e cardíaca. Seu óleo essencial em doses altas é irritante para as mucosas.

Alguns modos de uso:
- folhas e flores empanadas e em saladas frescas;
- salada de folhas e flores cruas: combater o início da gripe, abrir o apetite, digestivo, antiescorbútico;
-suco frescos da planta: 1 colher de sopa em intervalos de 2 horas. 30 g a 50 g por dia: expectorante e calmante da tose. À noite: insônia.
-infusão 40 a 50 g em 1 litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia;
- infusão de 4 colheres (sopa) de folhas picadas ou 2 de sementes em 1litro de água Tomar de 3 a 4 xícaras ao dia.
- infusão para uso externo: 4 colheres (sopa) de folhas picadas ou 2 de sementes em 1/2 litro de água;
- infusão de 2gs de folhas em 100 ml de água fervente por 10 minutos. Tomar 3 ou 4 vezes ao dia ou usar como loção no couro cabeludo.
- decocção de 40 a 50 g de sementes em um litro de água, meia hora. Coar e beber quatro ou cinco xícaras por dia.
- decocção de 50 gs folha fresca (2 col de sopa) triturada em um litro de água por cinco minutos. Esprema, coe e enxague os cabelos: fortalecer e dar brilho, combater a queda.
- emplastro triturando as folhas e flores frescas num pilão: friccionar o couro cabeludo por 5 minutos. Enxague com água fria, uma vez por semana;
- pó dos frutos secos. Tomar ½ g em ½ copo de água. (purgativo)
- esmagar sementes, misturar sumo vaselina, passar na pele: espinhas, acne, envelhecimento da pele.

Bibliografia:

ALONSO, J R., Tratado de Fitoterapia, Bases Clinicas y Farmacológicas, Editora: Íris, 1998.

Memento Terapêutico de Bolso - monografias de conclusão da graduação modular em fitoterapia, UAM, 2007

Vaz, Artimonte, Ana Paula & Jorge, Amici, Marçal Henrique - Série Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas – Corumbá – MS, 2006

Plantamed: clique aqui para acessar

http://www.jardineiro.net/br/banco/tropaeolum_majus.php

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Gengibre - Zingiber officinallis

Gengibre - Zingiber officinallis
Sua origem é indiana e seu nome derivado da palavra sânscrita cringavera, derivando da família das Zingiberácea. Foi cultuada por diversos povos sendo considerada pelos chineses como um alimento espiritual, capaz de ligar o homem com os deuses. Ao longo do tempo passou de planta muito cara e destinada apenas a nobreza, por uma popularização tendo seu acesso disponível a todas as classes sociais a partir do império romano. Foi disseminado por toda Europa passando por épocas de desuso, mas voltando com maior força nos últimos tempos devido a diversas descobertas científicas quanto a suas propriedades medicinais.

O gengibre tem sido utilizado no oriente há mais de 2.000 anos, havendo referências de que nos séculos XII a XIV era tão popular na Europa quanto a pimenta do reino. Antes do descobrimento da América já era largamente utilizado pelos árabes, como expectorante e afrodisíaco, sendo difundido por toda a Ásia tropical, da China à Índia. Foi introduzido na América logo após o descobrimento, sendo que os primeiros relatos comentam que inicialmente foi cultivado no México, sendo em seguida levado às Antilhas, principalmente à Jamaica, a qual em 1.547, chegou a exportar cerca de 1.100 t para a Europa (LISSA, 1996).

O gengibre possui um amplo espectro de mercado, sendo comercializado como planta medicinal, na indústria de perfumes e na indústria alimentícia para produção de bebidas, produtos de confeitarias como pães bolos, biscoitos e geléias, na culinária oriental em pratos frescos ou em conserva. Ainda dentro da industria de alimentos seu uso como condimento melhora o aroma e a pungência devido à presença de constituintes aromáticos e voláteis e sua ação antioxidante, é importante na estabilidade química de muitos produtos, contribuindo para retardar a oxidação de óleos e gorduras em alimentos, tanto de origem vegetal, como de animal. Essa ação tem sido creditada aos grupos fenólicos presentes nos constituintes do gengibre, como o gingerol, shogaol e gingerona.


Cultivo - Solo/Clima: Amplamente cultivada pelo mundo com destaque para o Camboja, China, Índia, Vietnã, África, México e Jamaica. No Brasil o gengibre é cultivado principalmente na região sudeste e sul principalmente nas regiões litorânea, e a maior parte de sua produção é destinada ao mercado externo (R. bras. Agrociência, Hortic. bras., v. 23, n. 4, out.-dez. 2005).

A estação das chuvas é a indicada para iniciar o plantio de gengibre, em especial os meses de setembro a novembro, preferindo os climas tropical e subtropical.

O gengibre se desenvolve melhor em terrenos areno-argilosos, com boa quantidade de húmus e bem drenados. Para o melhor desenvolvimento da planta é necessário seu cultivo em áreas bem ensolaradas.

Sua propagação se dá a partir dos gomos, que são pedaços de rizoma, com 1 a 2 brotos que podem ser plantados diretamente no solo sendo que o mesmo deve ter uma camada de terra fofa de aproximadamente 25 cm, os rizomas devem estar a oito centímetros a distância um do outro e os canteiros devem ter cerca de um metro para o bom desenvolvimento da raiz.

Sua colheita é manual e realizada depois de 6 meses do plantio, se estendendo até 10 meses, sendo que quanto mais novo for o gengibre menos picante ele é.

O gengibre após colhido pode ser conservado frescos guardados em refrigeração por algumas semanas, ou podem ser secados ao sol ou em desidratadores, nunca acima de 60ºC, e depois triturados e guardados em potes ao abrigo da luz, podem ser fatiados e conservados em vinagre ou ainda serem cristalizados.

Não se aconselha o cultivo continuo do gengibre em uma mesma área, pois sofre queda acentuada de produção

Parte usada: Rizoma (raiz)

Princípios ativos: Óleos essenciais entre 2 e 3% constituídos de sesquiterpenos e monoterpenos, amido (60%), aminoácidos, proteína, vitaminas (B3 e B6), sais minerais (cálcio, manganês, selênio e zinco), sabores amargos e acres, ácidos orgânicos e mucilagem.

Propriedades terapêuticas: Estimulante gastrintestinal, aperiente, carminativo, antiemética, rouquidão, tônico, expectorante, reumatismos, anti-séptico e antiinflamatório.
O extrato de gengibre apresentou atividade inibitória sobre os sorotipos de E. coli: 08 (enterotoxigenico) e 088.

Indicações terapêuticas: Artrite, sintomas do aparelho respiratório como rinite, faringite, laringite, tosses, irritações das cordas vocais e alergias respiratórias, na redução do colesterol, para aumentar a imunidade celular e até externamente para estimular a circulação, reduzir dores e rigidez musculares, combater gases intestinais, traumatismo, reumatismo , diabete, asma, bronquite, amigdalite.
Hoje é popularmente usado como estomáquico (digestivo), carminativo e para náuseas e vômitos (aniemético). Principalmente pós-operatórios e os causados por viagens (as marítimas, por exemplo), o que foi provado por J. Pace em 1987 e comprovado por M. Bone et al em 1990, no Hospital São Bartolomeu de Londres, além de outros estudiosos.

É o melhor medicamento para náuseas e vômitos, Há seis trabalhos internacionais publicados, de 1998 para cá, comprovando ações desta planta espetacular. W. Rasmussen Fischer (em 1990) estudou seu efeito em grávidas e fez com que o European American Phytomedicines Coalition pleiteasse perante o FDA a sua inclusão como droga antinauseante. O Dr. Daniel Mowrer (em Utah, EUA) revelou que esta droga é melhor que o “dramamine”, droga conceituada mundialmente como antiemética de primeira. Em 2000, o British Journal of Anaesthesia, em seu volume 84 (3), das páginas 367 a 371, publicou trabalho comprovando nos EUA este efeito por E. Ernst et M. H. Pitler. Tem efeito antiplaquetário - portanto pode facilitar sangramentos, o que faz com que cuidemos mais quando a indicamos para gestante, apesar do trabalho do pesquisador. J. Sertie (1992) mostrou seu efeito antiácido e Yamahara, Kasahara, Sakai e Yoshikawa mostraram ser o gengibre um bom cicatrizante de úlceras pépticas. Inibição da agregação das plaquetas e da formação de prostaglandinas foram comprovadas por Srivastava, Mustafá, Verma, Lumb, todos na década passada.
Foi comprovado por Srivastava (em 1992) como antinflamatório e antipirético em animais. Está na farmacopéia da Áustria, EUA, Grã-Bretanha, China, Egito, Japão, Índia e Suíça, o que é sinal de comprovação científica de seus atributos.

Na Índia é tida como planta quente, pois acumula o fogo que consegue com a fotossíntese e segundo eles é o princípio do metabolismo e da transformação. Assim ela gera energia em nosso corpo.
Usos aprovados pela comissão E, prevenção de sintomas de cinetoses e problemas dispépticos. Como alimento tem 61 calorias em cada 100g.

Contra indicação: Óleo essencial é contra indicado durante a gravidez e o aleitamento materno, pessoas com colite, úlceras pépticas, doenças hepáticas e neurológicas.

Uso culinário: Gengibre possui sabor forte, quente, doce e picante, conserva particularidades especificas de sabor, aroma e propriedades quando utilizado fresco, em conserva ou seco. É muito utilizado na culinária oriental, sendo aplica em uma infinidade de pratos como bolos, pães, sobremesas, molhos, sopas, aperitivos, arroz, carnes, peixes, aves, legumes, saladas, frutas e bebidas.



Referencias:

ALONSO, J R., Tratado de Fitoterapia, Bases Clinicas y Farmacológicas, Editora: Íris, 1998.

LINGUANOTTO, NELUSKO NETO. Ervas & Especiarias: com suas receitas: dicionário gastronômico. 2a São Paulo – SP, Editora Gourmet Brazil / Boccato Editores, 2004.

Plantas que Curam: cheiro de mato. São Paulo – SP, IBRASA, 1997.

NEGRAES, PAULA. Guia A-Z de Plantas: condimentos. São Paulo – SP, Bei Comunicação, 2007.

PANIZZA, SYLVIO. Plantas na cozinha: ensinando a cuidar da saúde com temperos, especiarias e outros alimentos. São Paulo – SP, prestigio 2005.

MARTINS, ERNANE RONIE. CASTRO, DANIEL MELO de. CASTELLANI, DÉBORA CRISTINA. DIAS, JAQUELINE EVANGELISTA. Plantas Medicinais. Viçosa – MG, Universidade Federal de Viçosa, 2000

Rosy L. Bornhausen. As Ervas do Sítio. São Paulo – SP, Bei Comunicação, 2008

Na web:
http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp
www.wpro.who.int/internet/files/pub/69/toc.pdfs
http://www.cpafro.embrapa.br/embrapa/infotec/gengibre.PDF
http://www.ufpel.tche.br/faem/agrociencia/v10n1/artigo08.pdf
http://www.scielo.br/pdf/hb/v23n4/a33v23n4.pdf
http://www.editora.ufrrj.br/rcv/vida27-1/10-20.pdf
http://www.iapar.br/

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Manjericão

Manjericão - Ocimum basilicum
Família: Labiadas

O manjericão, ocimum basilicum, derivando da palavra grega basilikon que está associada a nobreza, é uma planta herbácea da família das lamiaceas ocorrendo em mais de 60 espécies e apresentando propriedades aromáticas e medicinais.

Sua origem é asiática sendo muito cultuado e utilizado na índia, onde ele era considerado sagrado e invocado para afastar o mal, já em Creta “amor lavado em lagrimas ” e os italianos usam para presentear a pessoa amada. Registros que datam 2000 a.C. citam o comercio de manjericão entre os hindus e os egípcios.

Apresenta um caule ereto e ramificado atingindo entre 0,5 e 1 metro de altura. Suas folhas delicadas possuem um formato ovalado e uma coloração que pode variar em tons de verdes, vermelhos e roxos. As inflorescências são do tipo espiga e compostas por flores brancas, lilases ou avermelhadas. A polinização é cruzada e seus frutos são do tipo aquênio possuindo uma coloração preto-azulada.

As variedades de manjericão podem ser identificadas, por suas variações na cor, tamanho e forma das folhas, porte da planta e concentração de aroma, que pode ser classificado como: doce, limão, cinamato ou canela, cânfora, anis e cravo.

Seu óleo essencial é extraído das folhas e ápices com inflorescências através de hidrodestilações, sendo o óleo de manjericão europeu o mais valorizado no mercado, onde os principais constituintes são o linalol (40,5 a 48,2%) e metil-cavicol (estragol) (28,9 a 31,6%).

Cultivo - Solo/Clima: É uma planta anual ou perene, gosta do clima tropical e solos drenados, ricos em matéria orgânica e levemente alcalinos. Propaga-se por sementes ou estacas herbáceas de ponteiros de plantas matrizes selecionadas pelo vigor e sanidade, o plantio aconselhado no início da primavera, logo após as primeiras chuvas.

Espaçamento – A densidade de plantas por hectare pode variar em função do sistema de cultivo adotado. Para cultivos caseiros ou em pequenas áreas, o espaçamento recomendado é de 0,6 m entre linhas e 0,4 m entre plantas. Cultivos intensivos com colheita mecânica requerem espaçamentos adequados ao tráfego de máquinas. Informações mais detalhadas devem ser obtidas com técnicos especialistas.

Manejo - É exigente em água e tratos culturais, necessitando fertilizações freqüentes quando se deseja cortes sucessivos da planta. Nesse caso, capinas, controle de doenças, fertilizações com nitrogênio e potássio em cobertura, e aplicações de compostos orgânicos são fundamentais.

Fertilizações – Costuma-se fazer aplicações de 5 kg m-2 de esterco de curral curtido em lavouras comerciais.

Colheita - o primeiro corte é feito 3 meses após o plantio das mudas no campo, devendo ser realizado a 40 cm do nível do solo para que a planta não morra e tenha rápida resposta na produção de novos ramos. Os próximos cortes devem ser realizados a cada 50 a 60 dias, ou quando as copas estiverem se encontrando, para evitar que as folhas na parte de baixo caiam com a pouca luminosidade. O intervalo entre os cortes pode variar com a época do ano, sendo que no inverno a taxa de crescimento das plantas reduz drasticamente, mesmo com sistema de irrigação instalado. As flores são fontes de néctar para abelhas melíferas, não sendo recomendo tirá-las.

Em plantas submetidas à cortes muito intensos, pode haver alta taxa de mortalidade, reduzindo a longevidade da cultura para no máximo um ano de cultivo, principalmente quando a altura do corte é menor do que 40 cm, reduzindo drasticamente a capacidade de rebrota da planta.

A produção média de massa seca da parte aérea total acumulada em um ano de cultivo (somatório de ramos secos mais folhas secas) gira em torno de 3 t ha-1 (15 t ha-1 de massa fresca por ano), sendo 1,5 t ha-1 de folhas secas, mas pode alcançar até 33 t ha-1 de massa seca da parte aérea total (165 t ha-1 de massa fresca por ano), sendo 15 t ha-1 de folhas secas.

Extração de óleo – A extração do óleo essencial de manjericão é feita normalmente pelo processo de destilação (arraste de vapor), tendo como principal componente o linalol. O rendimento de óleo na massa fresca total da planta (folhas mais ramos) está ao redor de 0,3 a 0,58%.
Pequenas quantidades de mudas podem ser adquiridas em supermercados ou viveiristas, enquanto sementes podem ser compradas em lojas de produtos agropecuários. Consultar o Departamento de Plantas Aromáticas e Medicinais do Centro de Horticultura do Instituto Agronômico (IAC), em Campinas (SP) para aquisição de grandes quantidades de sementes e mudas ou obtenção de informações adicionais sobre a cultura.

Partes usadas: Folhas e flores.

Princípios ativos principais: Óleos essenciais até 1,5% sendo a maior parte o estragol seguido por cineol, linalol, eugenol, hidrocarbonetos monoterpénicos e acetato de linalilo. Flavonóides, sais minerais, saponósidos, taninos e ácidos fenólicos.

Uso Medicinal: Seu chá quente é ótimo contra atrasos do ciclo menstrual. É antiespasmódica, gastrite, calmante leve, dor de cabeça. Pode também ser misturado à água do banho contra stress.

Na medicina popular, as suas folhas e flores são utilizadas no preparo de chás por suas propriedades tônicas e digestivas, sendo frequentemente utilizadas no tratamento de enjôos, vômitos e dores de estômago. São indicados ainda para problemas respiratórios e reumáticos.

Indicações terapêuticas: Anorexia, constipação leve, hipo ou hipersecreção, cólicas intestinais, flatulências, diurético, resfriados, tosse, enxaquecas, infecções orofaríngeas, sintomas reumáticos e dores musculares.

Repelência Sobre Adultos. Nos tratamentos à base de pós da parte aérea de C. ambrosioides, de folhas de E. citriodora, L. glyptocarpa, M. pulegium, O. basilicum, O. minimum e R. graveolens; de cascas dos frutos de C. reticulata e C. sinensis e de frutos de L. glyptocarpa e M. azedarach, as porcentagens de insetos atraídos foram menores do que nas respectivas testemunhas, podendo, os mesmos serem considerados repelentes com base nesse critério.

O óleo essencial do manjericão mostrou-se eficaz na inibição de germinação de conídios de C. graminicola conforme citado em estudo por uso de extratos vegetais no controle de fungos fitopatogênicos.

Contra indicação: O óleo essencial não é indicado para uso interno no período de gestação e aleitamento, e em pessoas com problemas intestinais e doenças neurológicas

Culinário: O manjericão é muito utilizado na culinária italiana principalmente nas receitas que utilizam tomates. Também utilizados na preparação de arroz, carnes, peixes, frutos do mar, saladas, legumes e hortaliças, em omeletes, queijos, batatas entre outros. Suas folhas frescas devem ser acrescentadas no final do cozimento para que seus princípios ativos sejam preservados.

Bibliografia:

ALONSO, J R., Tratado de Fitoterapia, Bases Clinicas y Farmacológicas, Editora: Íris, 1998.

LINGUANOTTO, NELUSKO NETO. Ervas & Especiarias: com suas receitas: dicionário gastronômico. 2a São Paulo – SP, Editora Gourmet Brazil / Boccato Editores, 2004.

Plantas que Curam: cheiro de mato. São Paulo – SP,
IBRASA, 1997.

NEGRAES, PAULA. Guia A-Z de Plantas: condimentos. São Paulo – SP, Bei Comunicação, 2007.

PANIZZA, SYLVIO. Plantas na cozinha: ensinando a cuidar da saúde com temperos, especiarias e outros alimentos. São Paulo – SP, prestigio 2005.

MARTINS, ERNANE RONIE. CASTRO, DANIEL MELO de. CASTELLANI, DÉBORA CRISTINA. DIAS, JAQUELINE EVANGELISTA. Plantas Medicinais. Viçosa – MG, Universidade Federal de Viçosa, 2000

Rosy L. Bornhausen. As Ervas do Sítio. São Paulo – SP, Bei Comunicação, 2008.

http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/floresta/article/viewFile/2361/1973 - consultado em 03 de agosto de 2009.

http://www.editora.ufla.br/BolTecnico/pdf/bol_62.pdf - consultado em 03 de agosto de 2009.
http://www.scielo.br/pdf/ne/v32n1/15584.pdf - consultado em 03 de agosto de 2009.

http://www.jardineiro.net/br/banco/ocimum_basilicum.php - consultado em 03 de agosto de 2009.

http://www.iac.sp.gov.br/Tecnologias/Manjericao/Manjericao.htm - consultado em 03 de agosto de 2009.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Achilllea millefolium


Nome: Mil folhas, aquiléa, anador, atroveran, novalgina mil-ramas, milefólio, mil-em-rama - Achlillea millefolium  
Família: Asteraceae

Planta herbácea com caules eretos (20-60cm de altura) e terminados por ricas panículas compostas de pequenos capítulos de flores brancas ou rosadas Suas folhas, de coloração verde acinzentada são compostas e finamente repartidas, daí provavelmente a origem de seu nome, mil folhas É uma espécie comum da Europa e da Ásia, onde se encontra à beira dos campos, nos prados, sobre as encostas secas e mesmo na floresta.  
Curiosidades: Achilea, remete a Aquiles, que pela lenda, na Batalha de Tróia curou guerreiros e inclusive o seu próprio rei com a mil-folhas. A Planta foi muito utilizada durante a guerra civil americana para estancar sangramentos. É uma planta trazida da Europa pelos imigrantes e muito utilizada na medicina tradicional aqui no Brasil, a multiplicação é muito simples, basta ir separando os brotos que vão saindo ao lado da planta e ir replantando, o que faz com que muitas pessoas a tenham no jardim. A Mil Folhas tem a fama de uma planta milagrosa pelo suas variadas ações terapêuticas, o que faz dela uma planta muito estudada.
Propriedades Medicinais: expectorante, antimicrobiana, anti-séptica, analgésica; imunoestimulante, antiinflamatória, adaptógena, diurética, antiinflamatória, antimicrobiana, inibidora da secreção de ácido gástrico, protetora da mucosa gástrica, hepatoprotetora, antioxidante, antitumoral, antiespasmódica, anti-séptica, anti-helmíntica.  
Uso Terapêutico: afecções urinárias, amenorréia, cálculo renal, calmante, circulação, cólicas menstruais, contusões, debilidade geral, depurativo do sangue, desintoxicante, diarréia, distúrbios nervosos, dores de cabeça, dores de estômago e de dente, eczema, enurese nas crianças, escarlatina, espasmos gastrintestinais e uterinos, falta de apetite, febre, feridas, fígado, fissuras anais, flatulência, gastrite, gota, tumores, úlceras, varizes, problemas na vesícula.  
Constituintes Quimicos: achileína, achilina, ácido aquilêico, ácido caféico, ácido clorogênico; ácido fórmico, ácidos graxos; ácido isovalérico, ácido mirístico, ácido salicílico, açúcares; alcalóides; aminoácidos; aquineína, azulenos, bataínas, betaína, borneol, pró-camazuleno, canfeno, cânfora, p-cimeno, cineole, cumarinas, derivados terpênicos e sesquiterpênicos, eugenol, fitosterol; flavonóides (apigenina, epigenol, luteolina e seus glicosídeos, artemetina, rutina, tuteolol); formaldeído, furfural, glicosídeos amargos, heterosídeos cianogênicos; inulina, lactonas sesquiterpênicas; limoneno, linalol, milefina, minerais: P e K; mucilagens; óleo essencial (cineol, proazuleno); a-pineno, ß-pineno, quercetina, quercitrina, resina, sabineno, tanino, a-terpineno, trigonelina, a-tujona, vitamina C.  
Parte Utilizada: Erva (flores, haste e folhas)  
Contra Indicações: mulheres em lactação e gestantes. Evitar a ação do sol na epiderme molhada com o suco da planta fresca. Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. Não deve ser tomado em doses fortes nem durante um período prolongado.  
Efeitos Colaterais Possíveis: pode causar irritação dérmica com coceira e inflamação, dores de cabeça e vertigens. O uso durante a gravidez, pode provocar sangramentos.
Alguns Modos de Uso: - Infusão: 10 a 15 g de erva em 1 litro de água. Massagear o couro cabeludo contra queda de cabelos e calvície; - Infusão: 25 a 30 g da planta por litro de água: feridas - Compressas ou cataplasmas: aplicar a planta fresca sobre o local afetado (feridas e úlceras). - Varizes: decocção de 10 g de flores em ½ litro de água. Esquentar em fogo brando por 30 minutos. Tomar 2 xícaras pela manhã, em jejum, e outra à noite. Aplicar compressas mornas no local afetado, 2 vezes ao dia. - Hemorróidas, fazer banho de assento por 7 dias e toma-se o chá fraco; - Acne: massagens faciais e banhos com o chá.
Fontes: ALONSO, Jorge. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. 1ª ed. Rosario : Corpus, 2004. 1359 p. ; Plantamed: clique aqui para acessar ; Memento Terapêutico de Bolso - monografias de conclusão da graduação modular em fitoterapia, UAM, 2007

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Nome: Benção-de-deus, língua de vaca, carirú, beldroega - Talinum paniculatum

Família: Portulacaceae

O cariru, também conhecido como caruru ou João-Gomes, é uma planta herbácea da família Portulacea. Própria da região amazônica e de fácil cultivo, não é tão exigente quanto a nutrientes para seu crescimento. Tanto as folhas como as hastes e talos podem ser totalmente aproveitados na alimentação humana, em diversos pratos típicos da região, principalmente pela população amazônica das zonas rurais e da periferia das cidades.
A planta possui ótimos índices de selênio, manganês, zinco, ferro e molibdênio, além de vitaminas e outros minerais.
Origem: Floresta Amazônica

Uso Terapêutico: afecções da pele (pruridos intensos, coceiras, eczemas e erisipela), calos, corte, debilidade orgânica, edemas, escorbuto, ferida, fraqueza em geral (fadigas cansaço físico e mental), gastralgia, infecções intestinais, inflamação tópica, neurastenia, problemas gastrintestinais, tosse, tuberculose pulmonar, urina com mau cheiro.

Propriedades medicinais: antiescorbútica, béquica, cicatrizante, calicida, diurética, depurativa, emenagoga, emoliente, mucilaginosa, refrigerante, vulnerária.

Constituintes químicos: ácido fólico, mucilagens, pigmentos (caroteno e clorofila), sais minerais (predomina o potássio), taninos.

Parte utilizada: tubérculos, sementes, folhas.

Contra Indicações: não encontrada

Alguns modos de uso:
- folhas e sementes: ferida, corte, inflamação tópica.
- folhas: extração de calos.
- sementes: emenagogas.
- infusão das cascas de raízes ou folhas: 20 a 30g/dia
- decocção das raízes: 20 g por litro de água. Escorbuto, neurastenia, tosse, gastralgia, tuberculose pulmonar.
- cataplasma das folhas frescas: cicatrizante.
- salada das folhas: fatie e tempere com azeite, sal e limão, 3 colheres (sopa) antes das refeições principais ou faça refogado.


Fontes: Acta amazônica em: clique aqui para acessar a fonte