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sábado, 5 de dezembro de 2015

Poejo (Mentha pulegium)

Poejo

 

Nome científico: Mentha pulegium

Outro(s) Nome(s) Popular(es): erva-de-são-lourenço, poejo-real, menta-selvagem, poejo das hortas.

Família: Lamiaceae

Parte Utilizada: Folhas e flores.

Descrição Botânica: Planta aromática, perene, cuja altura alcança cerca de 30 – 50 cm. Se caracteriza por talos quadrados muito ramificados. As folhas são verde escuro, suavemente peludas e de forma oval. As flores são ‘bilabiadas, se agrupam de modo borlitas’. São de tonalidade azul-violeta e aparece no inicio do verão.
O poejo em origem na Europa meridional, norte da África e Ásia ocidental.

Uso terapêutico: Antiespasmódico, colagogo, antiflatulento, antisséptico, antibacteriano (inclusive bucal e ambiental) e estimulante do apetite.

Sistemas de atuação: TGI – Trato Gastrointestinal

Indicação de uso: Pode ser consumido como chá por meio de INFUSÃO: Uma xícara de chá cheia de água para 2 colheres de chá da erva se a mesma estiver fresca, ou 1 colher de chá da erva quando estiver sendo usada seca. Coloque a erva em uma xícara e despeje água fervente sobre ela, cubra a xícara para impedir que os óleos evaporem. Deixe em infusão de 1 a 15 minutos, coe e beba. Pode ser usada até 2 vezes ao dia.
Por meio de TINTURA: 45 gotas, devendo ser diluído em um copo com água, usar de 2-3 a vezes ao dia.
Ou através do ÓLEO ESSENCIAL: o OE do poejo é de nota alta, e a quantidade de gotas a serem usadas podem ser 1-2 gotas, 2 vezes por dia, mas também dependerá se será utilizado em aromas de ambiente, banhos, cremes ou óleos corporais, entre outros.
O mesmo óleo pode ser aplicado como um externo através de fricção.
Bochechos: Como um gargarejo ou bochechos (angina ou halitose), à taxa de 20-25g /L de água a fervente.

Constituintes Químicos: Óleos essenciais (principalmente pulegona 60-90%) e flavonoides.

Contraindicação: Gravidez, infecções urinárias crônicas

Precauções: Para uso no ambiente não exceder 20mg/kg do produto final aromatizado.

Toxicidade: Doses excessivas e uso contínuo podem causar dores abdominais, náusea, vômito, diarreia, febre, coceira, alteração da pressão sanguínea, etc.

Interações Medicamentosas e associações: Tratamento com esteroides (em especial o pregnenolona).

Bibliografia: ALONSO J. Tratado de Fitomedicina. Bases clínicas y farmacológicas. Buenos Aires: ISIS Ediciones, 1998.
ALONSO, J. R. Tratado de Fitofármacos y Nutracêuticos. 1ª Reimpresión. Buenos Aires:Corpus Editorial, 2007
MCINTYRE, A. Guia Completo de Fitoterapia: Um curso estruturado para excelência profissional. São Paulo: Pensamento, 2011. 256 p.

Parreira / Uva (Vitis vinífera L)

PARREIRA (UVA)


Nome científico: Vitis vinífera L.

Outro(s) Nome(s) Popular(es): vide, uva

Família: Vitáceas

Parte Utilizada: Frutos e ocasionalmente as folhas

Descrição Botânica: Planta perene, caracterizada por apresentar um tronco cuja longitude pode alcançar 35 metros e chegando a medir de 1 a 3 metros de altura. Possui folhas circulares e ovais, delgadas, dentadas, de 5 a 23 mm de diâmetro, de cor verde em sua parte superior e acinzentado na parte inferior, caracterizadas por apresentar entre 4 e 5 lóbulos. As flores são numerosas e se dispõem de forma oposta as folhas, agrupando-se em ramos. Os frutos são pulposos, pequenos, de 6 a 12 mm de diâmetro cada um, com formas variáveis. As cores variam segundo o tipo de uva: verdes, roxas, roxas-escuro. O número de sementes também varia: 2, 4  ou ausente.

Uso terapêutico: diarreia, hemorragia, varizes, problemas reumáticos, renais , cardíacos e metabólicos.
O suco tem propriedades adstringentes
As uvas passas auxiliam em casos de constipação e transtornos hepáticos.
O azeite extraído das sementes é reportado como laxante, antiácido, colagogo e  cicatrizante de feridas e úlceras.

Sistemas de atuação:  
SISTEMA METABÓLICO – hipolipemiante; 
SISTEMA TEGUMENTAR- antioxidante; 
SISTEMA IMUNE – atividade antimicrobiana, anti-inflamatório, imunomodulador; 
SISTEMA CARDIOCIRCULATÓRIO- evita a agregação plaquetária, previne acidentes cardiovasculares (atividade vasoprotetora)
OLHOS – melhora a fadiga visual.

Indicação de uso:
-INFUSÃO: utiliza-se as folhas, em razão de uma colher por xícara de chá. Manter em infusão por 10 minutos. São recomendadas três xícaras por dia, preferencialmente após as refeições.
-EXTRATO FLUIDO: Relação de 1:1, 50 gotas, de 1 a 4 vezes por dia.
-EXTRATO SECO: Relação de 5:1, em base de 100 a 300 mg, de 1 a 3 vezes ao dia.
-USO EXTERNO: Se emprega a infusão das folhas em razão de uma colher por xícara de chá. Mantém-se em infusão por 15 minutos e se aplica em forma de banhos ou compressas oculares. A decocção das folhas (60 a 80 g/L) pode ser aplicada em forma de pedilúvio.

Constituintes Químicos: flavonoides, taninos condensados, proantocianidinas, ácido tartárico, ácido málico, glicose, frutose, antocianidinas e catequinas.

Contraindicação: Gravidez e lactação

Toxicidade: Os estudos demonstraram baixa toxicidade.

Interações Medicamentosas e associações: Não foram encontradas informações.

Bibliografia: 1. ALONSO, J. R. Tratado de Fitofármacos y Nutracêuticos. 1ª Reimpresión. Buenos Aires:Corpus Editorial, 2007

Mexirica (Citrus aurantium subsp. bergamia)

Mexirica

 



Nome científico: Citrus aurantium subsp. bergamia

Outros Nomes Populares: laranja-cravo, laranja-mimosa, mandarina, mexerica, mimosa, mixirica, tangerina, vergamota; bergamotte (alemão), bergamoto ou bergamote (espanhol), bergamote (francês), bergamot (inglês), bergamotto (italiano)

Família: Rutaceae

Parte Utilizada: folhas, frutos, óleo essencial, flores.

Uso terapêutico: analgésica, anti-helmíntica, anti-séptica, antivirótica, aromática, cicatrizante, diurética, digestiva, estimulante, expectorante, fixadora, refrescante, revigorante. Angina, ansiedade, apetite (regular), bronquite, carência de Vit C, cistite, depressão, dermatites, dor de garganta, febre, gases, gripe, infecções urinárias, infecções vaginais, inflamação, leucorréia, mau hálito, medo, picadas de insetos, sarampo, sintomas de resfriado, tristeza, tuberculose, uretrite, varicela, vermes intestinais.
 
Indicação de uso: - frutos são consumidos frescos ou na forma de sucos e em saladas de frutas;
- em produtos cosméticos e de higiene, como cremes e máscaras: peles oleosas, acnes e infecções da pele;
- enxagüatórios bucais: mau hálito;
- aromatização de banhos e óleos para massagem: devolver a energia, proporcionar sensação de frescor e aliviar dores musculares;
- em pomadas para limpeza e cicatrização de feridas e arranhões;
- fabricação de xampus: limpeza profunda dos fios de cabelos e de loções revigorantes: fortalecer o couro cabeludo;
- óleo como fixador de aromas e componente de águas de colônia;
- decocção de folhas e os ápices florais:
. uso interno: abaixar a febre, eliminar vermes intestinais;
. banhos de assento: infecções do sistema urinário (cistite, uretrite, infecções vaginais, leucorréia);
. inalações, gargarejos, banho e massagens: sintomas de resfriado, gripe, dor de garganta, tuberculose, angina, bronquite, acelerar a cicatrização de dermatites (por sarampo, varicela, picadas de insetos);
- na aromaterapia: aliviar sensações de medo e ansiedade, reduzir depressão e tristeza, acalmar e equilibrar as emoções, regular o apetite (provocado por ansiedade), restaurar a autoconfiança.
- infusão ou decocção a 50% da casca ou do fruto inteiro: dose máxima diária: 50 ml;

Constituintes Químicos: ácido ascórbico, ácido cítrico, bergaptina, hesperetina, hesperidina, limonina, naringina, nomilina, sinesetina, violaxantina.

Contraindicação: o uso externo pode causar foto-sensibilidade. Não deve ser usada com exposição solar ou aos raios ultra-violetas.
O uso externo pode causar sérias queimaduras na pele e manchas de difícil remoção, eventuais reações alérgicas, hipersensiblização e irritações na pele de pessoas sensíveis.

Toxicidade: Não foram encontrados casos na literatura consultada.

Interações Medicamentosas e associações: Não foram encontrados casos na literatura consultada.(PLANTAMED, 2015)

Bibliografia: PLANTAMED. Citrus aurantium subsp. bergamia (Risso) Wight & Arn. - BERGAMOTA. Disponível em: <http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Citrus_auratium_Bergamia.htm>. Acesso em: 2 nov. 2015.

Amoreira (Morus nigra)

Amoreira

 

Nome científico: Morus nigra

Outros Nomes Populares: Amoreira-negra, Amora, Amora-negra, Amora-preta, Amoreira, Amoreira-do-bicho-da-seda, Amoreira-preta (Português); Mora, Moral, Moreira Negra (espanhol); Mulberry Tree, Black Mulberry, Purple Mulberry (inglês).

Família: Moraceae

Parte Utilizada: folhas, frutos e cascas.

Descrição Botânica: Morus nigra é uma árvore nativa do oeste da Ásia, mais especificamente do Irã. A árvore pode medir até 9m de altura, apresentando folhas ovaladas, flores monoicas ou dioicas e frutos de coloração roxa a preta no estádio máximo de maturação, medindo até 2,5cm e apresentando sabor levemente ácido. É considerada uma planta de jardim. As flores são verdes e a floração ocorre no Brasil entre agosto e setembro.

Uso terapêutico: afecções da boca e garganta, problemas de estômago, problemas de intestino. Segundo a medicina popular, a amoreira apresenta funções medicinais, sendo os frutos podendo ser utilizados como laxativos, vermífugos, expectorantes, eméticos e hiperglicêmicos. As raízes e cascas podem ser utilizadas no tratamento de anemia, artrite, reumatismo, hipertensão e diabetes, além de terem ação expectorante e diurética.

Sistemas de atuação: TGI (Trato Gastrointestinal), SGU (Sistema Genito Urinario), SOMA (Sistema Oste-Mio-Articular), Sistema Cardiovascular.

Indicação de uso: 
Cozimento: 30 g de folhas para 1litro de água em infusão contra as anginas
Cozimento: 20 g de casca da raiz para 1litro de água como vermífugo
Cozimento: 50 g de casca para 1litro de água como purgante
Xarope de amoras: junta-se sumo de amora com o mesmo peso de mel ou açúcar, leva-se ao lume brando durante muito tempo até engrossar e tomar a consistência de xarope. Toma-se 1 colher de sopa 3 vezes ao dia ou no caso de crianças 1 colher de chá também 3 vezes ao dia.
Sumo: de amoras adoçadas com mel. Toma-se aos goles no caso de amigdalites e doença das cordas vocais.
Uso externo: Sumo de amoras adoçadas com mel serve para bochechar a boca no caso de aftas.

Constituintes Químicos: fenólicos, flavonoides, ácido málico, ácido cítrico, ácido tartárico, ácido oxálico, e ácido fumárico entre outros.

Contraindicação: Não foram encontrados casos na literatura consultada.

Toxicidade: O consumo excessivo de frutas pode causar diarreia.

Interações Medicamentosas e associações: Não foram encontrados casos na literatura consultada.

Bibliografia: FERREIRA, A. Amoreira. Disponível em: <http://plantasmedicinais-fitoterapia.blogspot.com.br/2011/05/amoreira.html>. Acesso em: 2 out. 2015.
FRANCIELI, C.; CAVALCANTE, E. EFEITOS DAS FOLHAS , CASCAS , RAÍZES E FRUTOS DA AMOREIRA ( Morus Nigra L .) UTILIZADOS COMO FITOTERÁPICO NA MEDICINA POPULAR. Disponível em: <http://www.aems.edu.br/conexao/edicaoanterior/Sumario/2012/downloads/2012/saude/EFEITOS DAS FOLHAS, CASCAS, RA%C3%8DZES E FRUTOS DA AMOREIRA (Morus Nigra L.) UTILIZADOS COMO FITOTER%C3%81PICO NA MEDICINA POPULAR.pdf>.
TREE, M.; NERO, G. Literatura da amora. Disponível em: <http://naturell.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Literatura_Amora_fruto.pdf>.

Hortelã (Mentha x piperita)

Hortelã 

 












Nome científico: Mentha x piperita

Outros Nomes Populares: mint (Inglês), menta piperita (Espanhol), Hortelã-Pimenta (Português).

Família: Lamiaceae.

Parte Utilizada: folhas e talos.

Descrição Botânica: Folhas inteiras, membranosas, rugosas, quebradiças, oposto-cruzadas, pecioladas, verdes a verdeamarronzadas quando secas, com numerosos tricomas glandulares na face abaxial da lâmina, visíveis com lente de 6x ou contra a luz, como pontos claros, amarelos, brilhantes e tricomas tectores distribuídos sobre as nervuras; venação camptódroma-broquidódroma, nervura principal espessa e pronunciada em ambas as faces, nervuras secundárias em ângulo aproximado de 45°, depressas na face adaxial e salientes na face abaxial. Lâmina ovalada a ovalado-lanceolada, ápice agudo, base irregularmente arredondada e assimétrica, margem irregularmente serreada, com dentes agudos, medindo de 3,0 cm a 9,0 cm de comprimento e 1,0 cm a 5,0 cm de largura. Pecíolo de 0,5 cm a 1,0 cm de comprimento, verde, quando seco vinoso-acastanhado, côncavo na face adaxial, convexo na face abaxial e com costelas laterais, com tricomas iguais aos da lâmina.

Uso terapêutico: tratamento de febre, das dores de cabeça e dos problemas digestivos, carminativo, colagogo, antiespasmódico, diaforético, refrescante, tónico, vasodilatador, antiespasmódico, analgésico e carminativo.

Sistemas de atuação: TGI (Trato Gastrointestinal), SNC (Sistema Nervoso Central), Sistema Cardiovascular.

Indicação de uso: Infusão: aquecer a temperatura até cerca de 75ºC, deixar 3g/L em infusão durante 5 minutos, coar e servir. A infusão é utilizada no tratamento da síndrome de intestino irritável entre outros problemas digestivos. Externamente, a loção é aplicada na pele para aliviar a dor e reduzir a sensibilidade. Quando diluído, pode ser usado como inalador e espalhado no corpo para aliviar e tratar as infeções respiratórias.

Constituintes Químicos: Óleo essencial (0,5-4%): mentol, mentona, acetato de mentilo, eucaliptol, entre outros; Flavonoides (12%), Taninos (6-12%) e outros. (ALONSO, 2007)

Contraindicação: O óleo essencial não deve ser utilizado via oral por pessoas que apresentam obstrução biliar, danos hepáticos severos, crianças, lactantes e gestantes. (ALONSO, 2007)

Toxicidade: Pode causar irritação e/ou alergia em pessoas sensíveis ao mentol. Em doses extremamente altas, pode induzir efeitos narcóticos, além de poder inibir os reflexos e movimentos voluntários, podendo chegar a causar a morte por paralisia do centro respiratório bulbar.

Interações Medicamentosas e associações: Aumenta o efeito estrogênico quando administrado junto a repositores de estradiol. Pode incrementar a ação de bloqueadores cálcicos sobre a musculatura lisa.

Bibliografia:
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. 1o. ed. Rosario, Argentina: Corpus Editorial y Distribuidora, 2007.
ANVISA. HORTELÃ-PIMENTA, FOLHAS. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/hotsite/farmacopeiabrasileira/arquivos/cp38_plantas/hortela_pimenta_folhas.pdf>.
AROMÁTICAS, C. DAS. Hortelã-pimenta: Mentha x piperita. Disponível em: <http://www.cantinhodasaromaticas.pt/loja/plantas-em-vaso-bio/hortela-pimenta-mentha-piperita-2/>. Acesso em: 1 out. 2015.