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sábado, 5 de dezembro de 2015

Alfazema (Lavandula stoechas L.)

Alfazema


Nome científico:  Lavandula stoechas L.

Outro(s) Nome(s) Popular(es): Alfazema Francesa, Lavanda do Brasil.

Família: Lamiacea (Labiatae)

Parte Utilizada: Flores secas.

Descrição Botânica: Subarbusto perene de 30 cm a 1m de altura. Folhas lineares, estreitas, pilosas, inteiras, de cor verde-acinzentadas, de 1,5 a 4 cm de comprimento. Flores de 3mm de comprimento, de cor purpura ou lilás, em espigas curtas, com pedúnculo muito longo. Corola labiada, de 5 pétalas, com a fauce mais distendida, voltada para cima. Estames didínamos, fruto tetraquenio. Multiplica se por ponteiras bem tenras, em solo arenoso, ou por sementes, em locais de meia sombra.

Uso terapêutico: Antisséptico, antiespasmódico, carminativo, digestivo, vulnerário, estimulante, repelente de insetos.

Sistemas de atuação: Trato Gastro-Intestinal

Indicação de uso: externamente sua alcoolatura é empregada no reumatismo; a essência em ½ litro de agua serve para lavar feridas como antisséptica.
Constituintes Químicos: Óleo volátil contendo cineol, borneol, fenchona, alcanfor e acetato de bornilo.

Contraindicação: Não foram encontrado contraindicações.

Toxicidade: Não foram encontrados níveis de toxicidade significativos.

Interações Medicamentosas e associações: Não foram encontrados.

Bibliografia: Grandi, Telma Sueli Mesquita. Tratado das plantas medicinais [recurso eletrônico]: Minerais, nativas e cultivadas – 1.ed. – Dados eletrônicos. – Belo Horizonte: adaequatio Estudio, 2014.

segunda-feira, 25 de maio de 2009



Nome: Alfazema - Lavandula angustifólia
Família: Lamiaceae (Labiatae)

O gênero Lavandula compreende um grupo de plantas floríferas, herbáceas ou subarbustivas, que podem ser anuais ou perenes. As espécies mais cultivadas são a lavanda-inglesa (L. angustifolia ou L. officinalis), a lavanda-francesa (L. x intermedia) e a lavanda-espanhola (L. stoechas). Esta última, assim como L. dentata, e L. multifida são largamente utilizadas no paisagismo, enquanto que a lavanda-inglesa e a lavanda-francesa apresentam maior aptidão como medicinal e na extração de óleo essencial para perfumaria.
As lavandas apresentam folhas opostas, lineares ou lanceoladas, branco-tomentosas e muito aromáticas, de onde se extrai o seu valioso óleo essencial. Suas flores azuis ou arroxeadas reúnem-se em inflorescências tipo espiga e são bastante perfumadas. Ocorrem ainda diversos híbridos e variedades, como a 'Alba' de flores brancas, a 'Hidcote Pink' de flores róseas ou a 'Nana' de pequeno porte. A floração inicia na primavera se estendendo pelo verão, atraindo abelhas e borboletas.
As lavandas são excelentes para compor maciços, bordaduras ou pequenas cercas-vivas, mas podem prestar-se como arbustinhos isolados ou em grupos irregulares, perfeitos em jardins. Não devem faltar também em canteiros de ervas e desenvolvem-se muito bem em vasos e jardineiras. Estas pequenas plantas revelam-se polivalentes, com usos paisagísticos, medicinais, aromáticos, na indústria de perfumes, sabonetes e cosmético e até em aplicações culinárias.

Origem: Mediterrâneo, África Tropical e Índia

Cultivo - Solo/Clima : De fácil cultivo, esta erva precisa de uma incidência solar de no mínimo 4 horas diárias e um solo bem drenado pois o excesso de umidade faz com que suas raízes apodreçam. Para que fique sempre bonita as mudas devem ser replantadas a cada 2 anos.

Partes usadas: Folhas e flores

Uso terapêutico: Calmante suave e digestiva. Combate cólicas, indigestão, fermentações e os gases intestinais.
Quando testado pela Escola de Medicina da Universidade de Miami, comprovou-se, por meio do eletroencefalograma, que o óleo de lavanda aumenta as ondas beta, que correspondem a um estado mais relaxado. Outros benefícios medidos: queda no índice de depressão e aumento da habilidade em computar dados (embora não de maneira rápida).

Propriedades do óleo essencial de lavanda: Segundo a aromaterapia são atribuídos os seguintes efeitos ao óleo essencial de lavanda: Analgésico, anticonvulsivo, anti-séptico, antiinflamatório, cicatrizante, revigorante e sedativo. Alivia a irritação e o esgotamento mental, promovendo mais calma a vida. Sobre o corpo tem ação sedativa e ajuda a baixar a pressão arterial e reduzir a insônia. Na pele tem efeito cicatrizante em queimaduras.
Estudos farmacológicos em camundongos e ratos mostraram que a adição de doses via intraperitonial de aproximadamente 100-200 mg/kg geraram efeitos anticonvulsivantes contra choque elétrico, efeitos inibidores na atividade motora espontânea e efeitos aditivos quando combinados com diversos narcóticos. Em doses orais múltiplas de 0,4mg/kg OE de lavanda em camundongos seguido por injeção intraperitonial de pentobarbital reduziram significativamente o tempo de inicio do sono e prolongaram a duração do sono em relação ao grupo controle. Uma depressão significativa da atividade motora foi observada em camundongos expostos a uma atmosfera de Lavanda em uma gaiola escura após 30, 60 e 90 minutos. O linalol e acetato de linalila sozinhos mostraram efeitos semelhantes. Em quatro pacientes geriátricos com distúrbios do sono que vinham tomando benzodiazepinas e neurolépticos por algum tempo, as drogas sintéticas foram descontinuadas e os pacientes submetidos a “lavagem” de duas semanas (durante o qual houve uma diminuição significativa no tempo de sono), após isto foram submetidos à aromaterapia com o óleo de lavanda. O tempo de sono aumentou significativamente atingindo um nível comparável àquele alcançado previamente pelas drogas sintéticas. clique aqui para acessar a fonte